O uso da percussão no louvor

publicado em: 18/01/2012  |   12:04

“Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza. Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!”(Sl 150 – Almeida, Revista e Atualizada).

Certa vez, estive em uma igreja no estado do Paraná onde a percussão era usada de forma sábia e equilibrada. O instrumento era elétrico e não ocupava o lugar central da programação, de modo que, ao entrar na igreja, você não tinha a impressão de estar num show de rock. Todos os instrumentos eram tocados harmonicamente, de modo que todos pudemos desfrutar de um culto racional (Rm 12:2) e alegre ao mesmo tempo (Fp 4:4).

Porém, não vi a mesma coisa em uma universidade fora do Brasil. Lá eles não se preocuparam com a imagética religiosa e o impacto que certas imagens podem causar na mente das pessoas. Especialmente daqueles que vieram para a igreja depois de terem tido uma vivência marcante num ambiente secular (Não descartemos que há subjetividade nisso, pois, as pessoas respondem de maneira diferente à imagens religiosas ou instrumentais).

Em tal lugar que visitei há cerca de um ano (início de 2011), o instrumento percussivo ocupava o lugar do púlpito (passou a ser o objeto central) e, ao entrar naquela igreja universitária, a sensação que tive (reconheço que outros não teriam a mesma reação) é que não estava em um culto, mas, numa programação totalmente secular.

Talvez esse disparate seja um dos fatores que gere tanta controvérsia no meio adventista quando o assunto é percussão. Alguns assistem a um culto onde o instrumento percussivo é usado com bom senso e se perguntam: “qual o problema com a percussão?” Outros, ao se depararem com uma programação de sábado onde os instrumentistas parecem roqueiros e nem mesmo se preocupam com o tipo de vestimenta para se apresentar diante do Senhor, respondem: “há muito problema na percussão, pois, nossas igrejas estão se pentecostalizando por causa dela!” (Veja 1 Crônicas 15:27, onde Deus orienta também os músicos a não se vestirem de qualquer jeito, ao ministrarem e dirigirem o louvor)

Creio que os dois lados têm suas razões particulares perfeitamente justificáveis. Porém, não estou aqui para tomar partido nesse assunto. Sendo que meus telespectadores e ouvintes “me cobram” uma resposta a respeito, pensei: se não sou especialista “especialmente” nesse tema, de que maneira posso dar alguma contribuição? Cheguei à conclusão de que deveria consultar a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) – e foi o que fiz. Enviei um e-mail para os estudiosos dessa abençoada Instituição e pude contar com a intermediação do irmão Denis, da Secretaria de Tradução e Publicações, para manter contato com o Dr. Vilson Scholz, consultor de Traduções da SBB.

Fiz duas perguntas a ele e fui muito bem atendido. E, por se tratar da resposta mais equilibrada que já li sobre o assunto, irei publicá-la na íntegra, em forma de entrevista, com a devida autorização.

ESCLARECIMENTOS

Antes, permita-me fazer algumas observações muito importantes, para evitarmos mal-entendidos:

1) Não sou a favor de cultos no estilo pentecostal, os barulhentos, que não agradam ao Espírito Santo (Ef 4:30, 31). Isso nada tem a ver com os irmãos pentecostais, amigos queridos a quem amo com amor cristão;

2) Não sou liberal em questão de música. No momento (11/01/2012) estou na Argentina, e o culto conservador daqui me agrada bastante (não agrada alguns e eles devem ser respeitados por isso). Todavia, não creio ser correto opinar sobre a validade ou não de um instrumento na adoração com base nos meus gostos pessoais. Gostos particulares não deveriam ditar o que é e o que não é verdade, mas sim a Palavra de Deus (a não ser que sejamos relativistas).

3) Creio que toda a igreja deve decidir sobre o assunto em Comissão, devidamente nomeada, tendo a opinião de líderes e músicos consagrados. Mas, que isso não deve ocupar o primeiro lugar na lista de discussões, pois, a missão evangelística da igreja (Ap 14:6-12) não pode (e não o será) engessada por causa dessas questões.

4) Nunca pense que, por mais sincero que seja meu esforço em contribuir, estou expressando a voz da Igreja. Nossa denominação – graças a Deus – define assuntos teológicos e administrativos com base na opinião de muitas pessoas, seguindo o conselho de Provérbios 11:14: “[...] na multidão de conselheiros, há segurança”. Há pessoas bem mais gabaritadas que eu para abordar esse tipo de tema e, por isso, recomendo que utilize esse texto apenas como uma contribuição aos seus estudos.

5) Desse modo, não seja infantil em utilizar meu texto para tentar forçar os outros a aceitarem suas ideias, pois, esse não é o propósito desse artigo (e nem da resposta do Dr. Scholz).

6) Não entro em discussões acirradas sobre o tema por que meu foco é outro (lido com as heresias que são disparadas contra nossa igreja e o farei até quando Deus o permitir). Respeito quem pensa diferente e quero ser respeitado.

7) O Dr. Vilson Scholz respondeu a minha segunda pergunta (sobre a presença ou não de instrumentos percussivos no Templo) com uma ressalva, segundo as palavras de Denis, funcionário da SBB: “[...] de que a questão extrapola suas funções e vai além da missão da SBB.”. Por isso, se alguém quiser discordar do doutor, saiba que a função dele na Sociedade Bíblica não é essa e que, portanto, ele não estará disponível para tal.

AO QUE MAIS INTERESSA

Vamos ao tema do artigo. A primeira questão que apresentei à SBB foi:

Necessito de uma explicação sobre o Salmo 150, pois, há teólogos questionando a tradução do mesmo. Eles alegam que o instrumento conhecido como “adufe” não está presente no original do texto. Porém, creio que a SBB tem razões linguísticas para traduzir assim o verso [...]

Dr. Scholz: [...] O texto hebraico traz a palavra “tôf” que, em Êxodo 15.20, foi traduzida por “tamborim”. Vejo que um grande número de traduções – a rigor, todas as que pude consultar rapidamente – trazem um termo parecido com “adufe” ou “tamborim”. Poderia ser, também, pandeiro. Às vezes essa palavra, que ocorre 17 vezes na Bíblia Hebraica, é traduzida por tambores, tamboril. O mesmo termo ocorre também em Jz 11.34, naquele episódio da filha de Jefté. Ali é traduzida por adufe. Não há nenhuma dúvida quanto ao significado desse termo. Quanto a “adufe”, o Dicionário Houaiss registra que se trata de “um tipo de pandeiro quadrado de origem árabe, usado por portugueses e brasileiros”. Portanto, algo do contexto oriental, bem ao sabor do mundo bíblico. E, além disso, algo que os portugueses e brasileiros supostamente conhecem.

Estranho que pessoas tenham dúvidas quanto a essa tradução. O que eu tenho ouvido – e recebido em forma de crítica – é a presença da palavra “danças”, em Sl 150.4, na Almeida Revista e Atualizada. Acontece que a Almeida Revista e Corrigida, por uma razão que ignoro, traz “flautas” naquele lugar. E há uma diferença entre dança e flauta! Mas o termo hebraico é, claramente, “dança”, por mais que isto incomode algumas pessoas. E as traduções tendem a seguir na linha da Revista e Atualizada.

Espero que isto o ajude na resposta àqueles que perguntam a respeito desse texto bíblico.

Grande abraço fraterno!

A segunda pergunta feita ao educado Dr. Scholz, foi esta:

[...] É verdadeira a afirmação de que, entre os instrumentos tocados no templo (inclusive no segundo), os adufes não mais estavam presentes?

Dr. Scholz: Esta é uma argumentação baseada na diferença entre o que afirmam dois textos: 2Crônicas 29.25-26 (acrescido de Ed 3.1) e Salmo 150, colocados numa suposta ordem cronológica. Há dois problemas envolvidos nessa discussão: a questão da cronologia e os argumentos tirados do silêncio.

Comecemos com a questão da cronologia. Somos nós que colocamos os textos numa sequência cronológica (na medida em que eles se apresentam sem data, no cânone) e somos nós que interpretamos o silêncio dos textos neste ou naquele particular. Se a colocação de Sl 150 após 2Crônicas é vista como fruto de pré-concepção, não menos preconcebida (e difícil de sustentar, em termos históricos) é a ideia de que Sl 150 é anterior a 2Crônicas. (Será difícil encontrar um biblista que pensa que o Salmo 150 é de “algum período pré-Santuário”. O fato de encerrar o Livro de Salmos sugere que foi escrito mais adiante, na história de Israel. Mas, de novo, não há como comprovar isso.) A colocação de Sl 150 antes de 2Crônicas se deve, não a argumentos históricos, mas ao desejo de provar que, a partir de certo momento, os tambores foram excluídos do culto, mesmo que o texto não afirme isso.

A questão do argumento do silêncio dos textos também é problemática. O fato de 2Crônicas não mencionar “adufes” não significa que não os houvesse naquele momento (tampouco que não vieram a existir ou a serem usados depois; é possível que, no período posterior a Ezequias, os adufes foram incluídos entre os instrumentos usados no culto).  Mas o mais importante é que um texto não “desmente” o outro abertamente. Se 2Crônicas dissesse, com todas as letras, “revogando o que havia anteriormente, conforme o Sl 150”, o problema estaria resolvido. Acontece, porém, que o texto não diz isso. Tampouco o Sl 150 diz: “aumentando a lista de 2Crônicas”. Assim, do mesmo modo como é possível argumentar a favor da sequência: “presença de adufes” (Sl 150) seguida de “ausência de adufes” (2Crônicas), é igualmente possível argumentar pela sequência “ausência de adufes” (2Crônicas) – “presença de adufes” (Sl 150). Os textos, em si, não estabelecem um diálogo; quem os coloca lado a lado é o intérprete. E, em termos históricos, a sequência 2Crônicas – Sl 150 é mais crível do que a sequência contrária.

A rigor, temos textos bíblicos que mencionam os adufes e textos que não os mencionam. E não temos nenhuma indicação no sentido de que, a partir de certo momento, adufes não podiam mais ser usados. Na medida em que esses instrumentos são citados, são lícitos (ou eram lícitos em determinado momento). E enquanto não se disser, no texto bíblico, que não são lícitos, não podemos concluir que não sejam.

É claro que existem duas maneiras de argumentar (e aqui já passo à aplicação disso aos nossos dias): Primeiro, que só se pode usar o que é citado (ou ordenado) na Bíblia. Neste caso, nenhum instrumento elétrico ou eletrônico poderia ser usado! Segundo, que tudo que não é proibido na Bíblia, é lícito para uso. (Eu me identifico com este ponto de vista.) Como a Bíblia não proíbe os adufes ou tambores, que sejam usados por quem entender que é bom e possível usá-los. (É claro, há quem argumente que o Novo Testamento não ordena o uso deste ou daquele instrumento, no culto, o que poderia sugerir que não se deve usar instrumento algum. Por outro lado, o Novo Testamento não proíbe o uso de nenhum instrumento. No Apocalipse, aparecem harpas e trombetas.)

 Diante do silêncio do texto, vale o princípio de que “Tudo é lícito, mas nem tudo convém”. E o que não convém é aquilo que destrói, em vez de edificar; que ofende, em vez de animar. Como saber? Isto depende de onde se está e quem está envolvido na situação. Em outras palavras, não existe como definir de antemão aquilo que “não convém”. Se as pessoas se sentirem mortalmente ofendidas com a presença de um pandeiro, a ponto de deixarem a igreja, é preferível que saia o pandeiro, pelo menos até que essa situação seja esclarecida e as pessoas possam entender por que o pandeiro faz parte da banda. Se as pessoas não estão “nem ligando” e falta animação na banda, por que não incluir um pandeiro ou dois? Mais do que ter argumentos, nestes casos é preciso ser sábio.

Dr. Vilson – SBB

PALAVRAS FINAIS

Gostei muito da resposta bem embasada do Dr. Scholz e poderia destacar vários aspectos dela. Porém, me atenho ao bom senso que ele apresentou, ao levar em conta (1) o princípio bíblico de que não devemos “escandalizar” nossos irmãos (1Co 8:1-13; 10:32, 33; 11:1), bem como (2) o contexto sócio-religioso em que cada cristão se encontra.

Se tanto tradicionalistas quanto liberais (inclusive eu, que tento ficar entre o meio termo) seguirem tal princípio, e não esquecerem que o amor é uma das características distintivas dos seguidores de Jesus (Jo 13:35), haverá nos debates menos disputa (para se ter razão) e mais preocupação com aquilo que o outro sente durante o debate.

Creio que Deus quer isso.

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www.sbb.org.br


Comentarios

Este artigo teve "31 Comentários"

  • Ótima postagem, Leandro! Parabéns. Como pastor, é isso que tenho ensinado às minhas igrejas: o equilíbrio, o bom senso e o amor.
    Posso dar minha contribuição? Acesse http://www.nasaladopastor.com/search/label/M%C3%BAsica
    Um abraço,
    Pr. Valdeci Jr.

  • Thiago disse:

    Excelente resposta, creio que é um assunto extremamente assessório, o principal gira em torno da mensagem do evangelho ao mundo. Mas cada igreja deve decidir por si mesma o bem ou mal que trará esses instrumentos de percussão na sua liturgia. Na igreja que frequento (Itaguaí-RJ centro) eles estão sendo bem aceito, desde que utilizados com modéstia.

  • abizai de souza meira disse:

    gostei da explicação, de minha parte, acho mais bonito o acompanhamento com piano, violino, instumentos de corda em geral, incluindo a harpa e de sopro, como foi dito, dá pra se sentir melhor assim no culto.
    só acrescentando :temos que pensar nas visitas também, como se percebe, algumas não se sentem bem com instrumentos de percusão.

  • Amaral Smith disse:

    Muito boa essa materia,me fez pensa muito e tambem me esclareceu muitas coisas,sou musico e compositor,e sempre defendi a temperanca e equilibrio a onde quer que esteja envolvido qualquer coisa que se refira a adoracao ao Sr.o mais importatnte,disso tudo e que eu nao intefira ou atrapalhe a adoracao do meu irmao,mas que o faca ir pra mas perto do meu doce e meigo e amavel JESUS,

  • taciel marques da silva disse:

    Não gosto de cultos barulhentos,pois eu creio que o espirito santo é calmo, sereno , tranquilo e sabio, quanto a certos tipos de estrumentos usados em louvores e adoração ao Deus Eterno, tenho absoluta certeza que se for inspiração Divina, soara e os fies ouvirão como uma orquestra celestial no mas intimo afinamentos entre ambos,instrumentos e fies. Amém.

  • Rogério - Campos/RJ disse:

    Excelente artigo.

  • Marcelo Miguel Ferreira Riboli disse:

    Olha achei simplismente muito bom este esclarecimento sobre musica precisamos de mais
    materiais postados para colocarmos em nossa mente que Adoracao e para Deus e nao para Agradar
    a nimguem mais.Todo louvor feito dentro da casa de Deus atinge o coracao de uma pessoa
    por isso devemos como lider de musica de nossas igrejas colocar sempre nosso melhor na Obra Divina.
    Abracos Valeu Leandro Quadros.

  • Sidnei J Costa disse:

    Uma das coisas que me deixam admirado com esta igreja é o fato dela, sempre que possível, usar o bom senso. Isto foi visto de maneira honrosa neste artigo. Tenho uma preferência, porém não posso impô-la em uma questão que não envolve um princípio específico. É apenas um questionamento. O princípio adoração determina o que vou estar utilizando na igreja, e, nesse ponto, talvez, faça alguma diferença o instrumento ou forma como será utilizado. Parabéns Pr. Leandro! Que nosso bom Deus continue o usando e o abençoando em seu ministério.
    Fraternalmente,

    Sidnei

  • wesley disse:

    Acho que ser coerente e ter bom senso não é onde queremos chegar e sim acabar com uma discussão que vem abalando muitos jovens e estudiosos leigos…as características da igreja verdade e dos estudiosos sobre o assunto não podem FICAR EM CIMA DO MURO..a igreja tem que ter uma posição sobre a música pois isso esta abalando muitas irmãos pois a igreja sempre usou instrumentos harmônicos e não percussão(isto não é uma afirmação pois quero que a igreja tenha uma posição sobre o assunto).

    OU PODE OU NÃO PODE!

  • Olimpio Neto disse:

    Gente, fiquei bem animado em ler um artigo bem sensato como esse. Sem exageros e cheio de bom senso cristão, comprometido com o que está escrito. Já li tantas coisas desequilibradas sobre o tema, que quase não acreditei ao ler este aqui. Parabéns. Deus continue abençoando seu ministério. Obrigado.

  • rafael rodrigo valverde disse:

    OLA IRMÃO LEANDRO , ENFIM ALGUEM TEVE CORAGEM DE FALAR NESSE ASSUNTO TAM POLEMICO, MAS DE GRANDE VALOR PARA AQUELES QUE BUSCAM ESPIRITUALIDADE NA MUSICA, SEI QUE SUA VONTADE É DIZER, QUE GOSTA DA MUSICA REVERENTE, MAS PARA EVITAR CONFLITO PREFERIU DE UMA FORMA SABIA NÃO SE ENVOLVER TOTALMENTE,É LOVAVEL SUA SABEDORIA.
    MAS FALANDO TAMBÉM DA MINHA FORMA DE PENSAR, E INTERPRETAR A BIBLIA, EU SOU A AFAVOR DA MUSICA SACRA .
    QUE ENCHE AQUELES QUE ESTAM SOBRECARREGADOS DE AMOR;POR QUE A MUSICA BEM LOUVADA ELA É UMA MENSAGEM ,QUE TOCA.
    QUANDO JESUS DISSE QUE TEMOS QUE SER DIFERENTE DO MUNDO, TEMOS QUE DEIXAR A VAIDADE QUE ESTA NO MEIO DA MUSICA HOJE , E FAZER UM LOUVOR PARA LOUVAR A DEUS E NÃO LOUVAR O NOSSO (EU) NOSSOS CANTORES ESTAM VIRANDO ARTISTA E NÃO ADVENTISTA, DEUS ABRA OS CORORAÇÕES DOS MESMO, E QUE O ESPIRITO DO SENHOR ABRA AS MENTE PARA MEDITAR NO QUE ESTAM FAZENDO NA QUESTÃO DO LOUVOR, SE É PRA DEUS OU É PELA VAIDADE DO MUNDO ? FELIZ SABADO

  • olá Leandro, no passado da história cristã o próprio Deus instituiu o santuário, houve o primeiro modelo e também o segundo o terceiro; bem o pecado hoje nos fez tão distante de Deus que tenho certeza de que o formato humano de adoração nos templos em sua grande maioria estão longe do que o idealizado por Deus; asim acredito que só existe uma forma de não errar, em vez de olharmos para frente a modernidade (humana) devemos olhar para traz. O que tenho visto, desculpe são lideres anados por min! perdidos em uma confusão de pensamentos modernos tentando acertar; tudo isso na tentativa de salvar o mundo! checamos no climax se continuarmos pisando neste terreno quem vai nos tragar é o mundo!
    Assim, sempre tenho dito o seguinde é chegada a hora de olharmos para traz, como se comportavam os primeiros adoradores e fazer como eles! É preciso coragem para mudar! mas para o comportamento cristão anterior; se não for assim devemos esvaziar nossas estantes com livros da senhora whitte. também tenho sempre dito: quando nos sentirmos et´s na terra estaremos prontos para ir para o céu! Esplico; quando a moda,alimento, o todo incluindo a música não mais se identificarem em nada com o nosso sentimento e vida cristão estaremos prontos para o céu.

    è preciso coragem para dar alguns passos para tráz; a igreja ao tentar ganhar o mundo esta sendo ganha por ele.

    Com amor saudações Willington Vaz

  • Acassio Samuel Vieira disse:

    Creio que nesta Terra, não vamos tirar todas as conclusões, mas temos o Manual da Igreja que diz na página 231:

    “Deve ser exercido um grande cuidado na escolha da música. Qualquer melodia que participe da natureza do “jazz”, do “rock”, ou formas híbridas relacionadas, qualquer linguagem que exprima sentimentos tolos ou triviais, serão evitados pelas pessoas verdadeiramente cultas. Usemos apenas a boa música em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja.”

    Se o rítmo e a melodia não forem do estilo rock, blues ou jazz e nem “genéricos”, podemos verificar se a letra não exprima sentimentos tolos ou triviais e vamos ouvir para a honra e glória de Deus!

  • claudio cardoso guimarães disse:

    depois de ler esta página, me pergunto?
    para evitar a controvérsia, o mais sensato não seria retirar o instrumento
    do acompanhamento musical?
    o instrumento é essencial para aquela música (adoração)?
    até uns anos atrás não o era e a música era muito melhor, com mais conteúdo e espiritualidade
    porque agora parece ser difícil compor sem percussão?
    as músicas de hoje falam muito do homem
    s de ontem glorificam a Deus.

    será que isso é tão difícil de perceber?

  • Jorge Couto disse:

    Antes de me converter ao povo do advento, tocava bateria em uma anda de Rock. Não me sentiria bem tocando esse instrumento na igreja Hoje. Deus me deu talentos e hoje toco trompete; não escandalizo a ninguém e louvo ao meus Deus.

  • Kelson Wolff disse:

    Parabéns pelo texto tão bem escrito e tão bem embasado. Um dos textos mais equilibrados que já li sobre esse assunto.

  • JOAO BAPTISTA disse:

    Concordo com pastor Leando e o Dr.Scholz. A pergunta que muitos fazem, é, onde está o pecado: no instrumento, no que o executa, na maneira como se executa?Ja se viu pandeiro acompanhando uma baile de formatura (valsa)? O grande problema (entre outros) são os que “coam mosquitos e engolem camelos.”
    “argueiros X traves’ nos olhos. Bem abordada a colocação bíblica: “Todas as coisas me são licitas, mas nem todas me convem”.
    Um prefessor meu dizia: “As coisas nem sempre são como elas são, mas como aparentam ser.”

  • Noralei Simao disse:

    Achei muito interessante este artigo,principalmente porque frequento uma igreja fora do Brasil a qual usa a bateria e eu nao gosto e vejo tanta gente que acha bacana.Para mim que passei a maior parte da minha vida no mundo e conheci a verdade a menos de 10 anos, acho que a bateria nos leva a pensar nas coisas do mundo,nao sei explicar ou colocar em palavras so sei que me incomoda e no final co culto entao eu nao sei se estou em uma igreja ou no rock in roll, pena que o ser humano tem o lado extremo entao acaba se perdendo o que de melhor ha em cada coisa no seu devido lugar.oro a Deus para que eu encontre um lugar mais espiritual.

  • Marcondes disse:

    Fico agradecido mais uma vez a Deus por usar pessoas que possam trazer o conhcimento de forma tão sábia e fácil de compreender a nós. Que as pessoas possam louvar a Deus em espírito e em verdade, tirando todo o foco de si próprio. Deus seja louvado!!!

  • Adrián disse:

    Disculpem meu Portugues, sou Argentino, gostei muito do tema, eu sou percussionista e nunca mas toquei desde que pela graça de Deus virei adventista do 7mo día.
    A palavra percussao encerra varios instrumentos..o piano e percusivo, e bom, nao e? depende como seja tocado ele e muito bom, mas os tambores tem outro significado, e tocado em lugares para adorar outros
    deuses, imagens, e todo mais.
    Acho que por aí esta o tema, nao sei se agrada a Deus, mas sei que a percussao e uma arma que o enemigo de Deus gosta de usar e muto, confundendo as pessoas, eu ja experimentei isso.
    Obrigado pela nota, grande abraço.

  • Edmeire Teixeira de Jesus disse:

    Fiquei muito feliz com esse esclarecimento e o equilibrio usados tanto por Leandro como pelo Dr. Scholz. Realmente a música é uma questão de sabedoria no uso de instrumento de maneira que o Senhor seja louvado. Que o nosso Deus continue te abençoando Leandro na Sua obra. Um grande abraço.

  • Sergio disse:

    Gostei muito do artigo… excelente, mas em um momento o autor disse: “o culto conservador me agrada…”, desculpe amigo, o culto é para agradar a Deus e não você. Abraço fraterno.

  • Palestra de Michelson Borges sobre bateria e percussao, de Janeiro de 2012: http://www.youtube.com/watch?v=Iyrj2Rz02LA

  • Leandro disse:

    Muito obrigado a todos pelos comentários equilibrados, educados e respeitosos!

    É assim que devemos discutir sobre os assuntos polêmicos.

    Deus continue a abençoar cada amigo internauta!

  • wagner junior disse:

    Na minha opinião, o pecado não está na bateria ou outro tipo de percussão, mas em como ela é utilizada. Muitos dizem: ” A bateria surgiu no rock e no jazz” idai? o piano surgir no cabaré, e como isso fica? tira o piano da igreja?. Creio que se alguem tem a intenção de profanar a musica sacra, este profana com qualquer instrumento existente na face da terra.

  • Ricardo André de Souza (Pedagogo, Professor de História, Ancião da Igreja Central de Lagarto/SE) disse:

    Caro Leandro Quadros, creio que o senhor presta um relevante serviço ao Senhor Deus mediante seu programa “Na Mira da Verdade”, apresentado na Novo Tempo. Contudo, penso que prestas um grande desserviço aos jovens quando o senhor trata a questão da música no contexto da igreja, porquanto omite a distinção entre a música aceitável e a não-aceitável, bem como os instrumentos adequados eo não adequdos na adoração a Jeová. Gostaria de participar desse debate, não com a pretensão de polemizar, nem condenar, nem combater esta ou aquela pessoa, mas de contribuir. Ellen White nos lembra que a assembléia dos filhos de Deus aqui na Terra (na igreja) tem o propósito de prepará-los para aquela assembléia mais solene ainda (no santuário celestial). Diz ela: “Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor Se propõe encontrar-Se com Seu povo” (Testemunhos Seletos, vol. II [Casa Publicadora Brasileira], pág. 193). Da citação da inspiração, percebe-se claramente que o Santuário terrestre com sua liturgia deve servir de paradigma para o culto de Deus hoje. Por meio dele deveremos aprender como considerar a igreja, lugar de adoração reverente a Deus. E, quando fazemos um estudo pormenorizado do contexto e do histórico musical do santuário, percebemos nitidamente que não aparece na lista de instrumentos a serem utlizados no culto do Templo, não aparecem os tambores (Exemplo:2 Cr. 29: 25, 26). Se partimos do pressuposto de que o santuário e um modelo e, não havia os tambores nele, concluí-se que no templo de hoje não deve-se usar també tais instrumentos.
    O querido Pr. Vanderlei Dorneles, Mestre em Teologia e Comunicação pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia, Campus 2, apsenta-nos as seguintes razões para a exclusão dos instrumentos de percursão na adoração do Templo: “A exclusão do tambor no Templo pode indicar que Deus não quis o instrumento na música de adoração por causa de sua relação direta com o misticismo e por sua influência no sentiudo de excitar as danças e embotar a consciência e o juízo. O ritmo que inclinava as pessoas à dança deveria estar fora do culto que requer lucidez da mente para a compreensão da vontade de Deus. Além disso, uma vez que o templo era uma representação do trono de Deus, a música a ser usada ali deveria distinguir-se daquela usada nas celebrações profanas”. – Cristãos em Busca de Êxtase, p. 193.
    O saudoso Pr. Samuele Bacchiocchi, Professor e Doutor em teologia na Andrews University (EUA), sobre este mesmo assunto escreveu: “O estudo da música e da liturgia do Templo de Jerusalém, bem como do Santuário Celestial, foi muito instrutivo. Vimos que, por respeito pela presença de Deus, instrumentos de percursão e música de entretenimento que estimula as pessoas fisicamente em vez de elevá-la espiritualmente, está fora de lugar na Igreja hoje. A adoração nos dois templos, terrestre e celestial, também nos ensina que Deus deve ser adorado com grande rever~encia e respeito. Música na Igreja não pode tratar Deus com frivolidade e irreverência. Deveria ajudar aquietar nossas almas e a responder a Ele em reverência”. – Música, Teologia do Louvor e Adoração a Deus, p. 22.
    Eurydice V. Osterman, compositora e professora de música na Universidade de Oakwood em Huntsville, Alabama (EUA), também escreveu nesta mesma linha: “Uma possível explicação para não usar bateria pode ser que, por natureza, não é um instrumento melódico. Em toda a Bíblia, há numerosa referências para cantar e fazer ” melodia”, as Sagradas Escrituras não a apresentam como sendo usada no Santuário.” – O que Deus diz Sobre a Música, p. 72. Discorrendo sobre o uso de bateria na adoração, a mesma autora, escreveu: “Dos três principais elementos da música – ritmo, melodia e harmonia – o ritmo é o elemento que oferece satisfação imediata, e não requer o grau de reflexão e contemplação que a melodia e harmonia requerem. o aspecto característico da bateria e de outros instrumentos de percursão na música de hoje, é o de acentuar a batida suplantando a melodia e todos os outros elementos. Pesquisas científicas têm provado que quando o impulso e o repouso da música é rápido, apela mais ao físico. Por outro lado, quando o tempo entre impulso e o repouso é mais lento, a mente é mais ativamente envolvida. Esta é a razão pela qual os jovens naturalmente se inclinam para a música que é rápida ou que tem uma batida enérgica.” Idem, p.171. Ademais, por inspiração divina, a Mensageira do Senhor nos ensina que o culto precisa ser realizado com cânticos:

    Suaves e puras (Educação, p. 167)
    Os tons precisam ser como a melodia dos pássaros ( Evangelismo, p. 510)
    O volume do som deve ser suave e não pode ferir os ouvidos (carta 66, p. 2 e 3, de 1983). O canto deve ser melodioso (Testemunhos Seletos, v.1, p. 45).
    Ora se a bateria não pode produzir “melodia”, ao contrário, faz sons fortemente agressivos, se os tambores estão associados aos rituais pagãos e espiritualistas, e se nos santuários terrestre do Antigo testamento e o celestial não existiam os intrumentos de percursão por que haveremos de utilizá-los hoje? Não seria o uso das músicas ritmadas, dançantes, comerciais, com características de palco, com acentuação ritmica produzida pela bateria uma profanão do Templo do Senhor?

  • J. Yris Santas disse:

    Interessante esse assunto; pois em minha igreja há muitos que condenam esses instrumentos; e raramente sao tocados por isso.
    E como disse o Sr. Wagner Junior, quem profana o que é Santo, nao será os instrumentos que definem isso.
    E tambem a grande questao é: quem e como sao transmitidos esses sons ao público, qual a reaçao destes.
    E meu slogan é: O SERMAO É PARA HOMENS,
    MAS O LOUVOR É PARA DEUS!
    Abçs a todos!

  • mario disse:

    o mundo é assim mesmo todos querem que suas opiniões sejam respeitadas. Alguns criam regras para poder impor seus interesses, sem querer saber se é a vontade de Deus! Como diz o primeiro verso. Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza. Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” Pelo que sei címbalos retumbantes são instrumentos de percursão… Acho que a iasd perde muito com isso pois alguns lideres estão mais interessados em seus gostos e interesses do que com a vontade de Deus! Sou adventista e sou músico. Quem escreveu esse artigo com certeza não é músico e nunca será.

  • mario disse:

    Acho que não podemos esquecer que, 99,9% das musicas da igreja adventistas do sétimo dia, possuem BATERIA, sem contar que existe rock jazz tbm na igreja adventista, so que lento mais não deixa de ser rock. então acho um pouco de hipocrisia condenar a Bateria ou rock ou jazz. Claro que tudo exagerado faz mal, e tira o foco do que realmente importa que é Jesus. Então biblicamente falando, pra Deus não vai importar nada disso se o louvor não partir do coração.

  • Paulo disse:

    O artigo é bom – porém alguém disse ai que devemos pensar nas visitas pq algumas delas nãos e sentem bem com som de percussão? rs. Que porcentagem é essa? Eu pensei que o irmão estava falando de alguns adventistas. A maioria dos visitantes que vão a uma IASD percebem se a igreja é animada ou não. Elas não estão preocupadas com a percussão. Veja o crescimento das demais igrejas ai no Brasil. A Assembleia de Deus já 22 milhões de pessoas no Brasil e a maioria dos visitantes que se uniram a essa igreja não se importaram com o barulho, bateria etc…..pelo contrario….foram levadas por tudo isso. Por isso essas tais alguns visitantes que se sentem mal pela presença de percussão no templo não faz sentido.

    Aqui nos EUA as igrejas que mais estão crescendo são aquelas que tem um louvor mais dinâmico, alegre e espiritual. As pessoas se sentem bem ao visitar por exemplo a Lakewood Church em Houston TX …uma igreja evangélica que já tem 43 mil membros. Enfim…não se trata de copiar as outras igrejas e sim deixar delado esse formalismo tradicional e trazer mais beleza,, alegria e emoção ao culto adventista.

  • Paulo disse:

    Respondendo ao Ricardo André de Souza: A Doutora Eurydice V. Osterman, não é mais professora de música na Universidade de Oakwood em Huntsville, Alabama EUA. Aliás a maioria dos membros dessa universidade não concordam com tudo o que ela escreveu. Pesquise mais sobre o famoso Coro Oakwood Aeolians.

    A bateria é usada dentro do templo da universidade oakwood que abriga 2500 pessoas. Todos os sábados o culto divino é muito espiritual e dinâmico. Hoje a igreja é liderada pelo pastor Dr. Carlton Byrd que é diretor e apresentador do ministério de televisão “Breath of Life.”

    Doutora Osterman está equivocada em muitas coisas e você pode pesquisar no site http://www.adoracaoadventista.com

    Uma duvida: rs. O que seria essa melodia dos pássaros? Os sopranos e tenores do coro citado teriam como cantar suavemente como esses pássaros? rs

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